A sua empresa tem uma boa saúde financeira?

Manter a saúde financeira de uma pequena e média empresa é um dos alicerces do negócio.

Os empresários devem estar atentos à finança, principalmente diante de cenários econômicos mais complexos. Afinal, sabemos que lidar com uma crise financeira não é fácil, ainda mais se a sua empresa não estiver preparada para agir frente os desafios.

Mudanças no mercado e nas tendências de consumo estão relacionadas a diversos fatores, alguns previsíveis e outros não. Por isso, uma empesa bem-estruturada tem mais chances de lidar com os problemas que eventualmente venham a ocorrer.

Mas como estruturar o seu negócio? É possível trazer mais segurança para as operações e cuidar da saúde financeira? Como ter uma gestão alinhada, com objetivos claros e focada em proteção? E por que tudo isso ajuda a garantir a saúde financeira da sua empresa?

 

Planejamento financeiro

O planejamento pode representar o sucesso ou o fracasso de qualquer atividade empresarial. O plano de negócios consiste em um estudo para auxiliar na condução dos processos e na estratégia de crescimento da empresa. Ele representa uma etapa importante na organização e no desenvolvimento das principais medidas que vão nortear ações dentro do negócio.

Nesse plano, será definido os objetivos que devem ser seguidos, desde o marketing até as etapas operacionais, definindo as metas que quer alcançar e quais são os procedimentos necessários para chegar até elas. Além do plano de negócios, é importante elaborar um planejamento de finança. Nele, deve focar especificamente na gestão econômica.

Isso inclui, entre outras coisas, conhecer claramente todos os custos fixos da empresa. Inclusive, esses dados serão de extrema importância caso surja a necessidade de adaptação diante de uma crise. Dessa forma, conhecer os custos fixos da empresa permite traçar um planejamento adequado das contas e obrigações, além de favorecer estratégias de investimentos.

Entender os seus gastos também ajuda com o planejamento do capital de giro. Sendo um dos principais aspectos que devem ser considerados para atingir a liquidez necessária, que permitirá manter a operações em segurança. Quando o capital é muito baixo, a empresa tem mais dificuldade de honrar os seus compromissos, principalmente se acontecer qualquer tipo de imprevisto.

Toda empresa, independentemente do porte ou ramo de atuação, deve alinhar seus objetivos e estratégias, elaborando um bom plano de finança e adequando à realidade do mercado, prevendo maneiras possíveis de lidar com uma crise.

 

Cuidado com endividamentos excessivos

O endividamento é um problema grave e que pode gerar prejuízos significativos para o negócio. Em um cenário econômico desafiador, isso pode estar associado à impossibilidade da continuidade das atividades.

Porém, antes de pensar em como tirar uma empresa do vermelho, é importante entender quais são os motivos que levam o negócio a ter dificuldades na parte de finança e entrar em uma situação de endividamento.

Geralmente, três razões estão relacionadas com o endividamento excessivo: falta de planejamento estratégico, falta de informações sobre o negócio e falta de organização.

Falta de planejamento estratégico
– muitos não sabem, mas a falta desse planejamento está diretamente relacionada com o endividamento das empresas. Negligenciar esse instrumento, causa reflexos em todas as áreas do negócio. Esse estudo ajuda a ter um plano de ação, antecipando tendências e desafios, além de preparar a empresa para lidar com diferentes cenários, inclusive os de crise.

Falta de informações e conhecimento sobre o negócio
– os gestores devem conhecer as rotinas administrativas e os processos comuns no dia a dia da empresa. Também é importante entender normas, regulamentos, processos, obrigações fiscais e contábeis, pontos fortes e fracos e demais variáveis atreladas às suas atividades.

Falta de organização
– muitas empresas não conseguem adotar boas práticas de gestão financeira, porque não organizam as informações e os dados como deveriam. Para ter acesso a informações qualificadas, é necessário controlar ativos e passivos, fazer um controle eficiente do fluxo de caixa e dos custos fixos e variáveis, bem como das notas fiscais e dos dados de estoque.

 

Aposte no uso da tecnologia para finança

Nos últimos anos, a tecnologia tem se tornado imprescindível para a realização das atividades mais básicas do dia a dia, como se locomover dentro da cidade ou fazer compras na farmácia. A popularização do uso de smartphones e o acesso facilitado à internet, contribuíram para o surgimento de um novo mercado que, naturalmente, se expandiu e engloba diversos segmentos.

Na prática, isso representa produtividade, otimização e segurança. Já que o tempo dedicado a certas atividades é reduzido, o capital humano pode ser estruturado de forma mais estratégica, e o empresário consegue aprimorar o uso dos seus recursos, minimizando o risco de erros e contribuindo para o crescimento da empresa.

No âmbito da gestão financeira, o impacto do uso da tecnologia é significativo, já que afeta diretamente as operações e o investimento em recursos com capital humano.

Como você sabe, a tecnologia já faz parte do dia a dia das empresas e das pessoas. Totalmente adaptada às demandas das empresas, é possível investir na automatização como forma de melhorar a gestão do tempo, ter maior controle sobre os processos financeiros, ter dados concretos sobre o negócio, reduzir custos e aumentar a produtividade.

 

Utilizar indicadores financeiros

Como você pôde ver até aqui, o planejamento e o cuidado com as informações sobre a empresa são pontos importantes para o seu sucesso. Manter uma gestão alinhada e o controle das atividades vai favorecer as operações e contribuir para o desenvolvimento organizacional.

A seguir, vamos trazer alguns indicadores essenciais para as finanças do seu negócio:

1. Indicador de custos fixos e variáveis

Muitos empresários têm uma ideia dos custos atrelados às suas operações. Entretanto, essa informação não é suficiente. É importante ter informações precisas relacionadas aos custos de manutenção mensais do seu negócio.

O indicador que mede os custos fixos e variáveis ajuda a manter a gestão alinhada e permite maior segurança financeira para o negócio.

Para ter acesso a essas informações, você pode usar uma planilha, lançando todos os dados relativos às contas ou, ainda, fazer uso de um sistema de gestão. A tecnologia é uma aliada na análise desse tipo de dado e ajuda a dimensionar despesas e a planejar os gastos de forma mais inteligente e organizada.

2. Indicador de faturamento

Permite ao gestor entender quanto dinheiro está entrando no caixa da empresa. É essencial avaliar se os resultados alcançados estão alinhados com as metas traçadas para o período.

Se o resultado obtido não estiver alinhado com as metas estabelecidas, o empresário deverá pensar em estratégias para aumentar as vendas, melhorar o desempenho das suas ações de marketing e conquistar mais clientes.

3. Indicador de lucratividade

Lucratividade não pode ser confundida com lucro. O lucro é obtido do faturamento menos os custos, já a lucratividade é o o lucro líquido pelo faturamento bruto mensal.

Esse indicador permite dizer se o negócio é rentável, razão pela qual ajuda a determinar como está a saúde financeira da sua empresa. No âmbito das finanças, ele é uma ferramenta importante para avaliar o desempenho e estabelecer eventuais riscos para o negócio.

4. Indicador de ticket médio

Permite estabelecer claramente qual é o desempenho das vendas por meio da identificação do retorno financeiro obtido em cada venda realizada.

Para calcular o ticket médio é simples, basta dividir o valor total da receita do mês pelo número de vendas realizadas. Ajuda o gestor a entender se o valor é suficiente para alcançar a lucratividade esperada.

5. Indicador de endividamento

Como já mencionamos, o endividamento é um cenário recorrente dentro das empresas, principalmente daquelas que não têm um controle eficiente das suas informações. O ideal é, sempre que possível, evitar as dívidas.

Entretanto, em alguns casos, pode ser necessário fazer empréstimos, utilizar recursos de terceiros ou solicitar financiamentos.

É importante conhecer a situação financeira atual do negócio e calcular o índice de endividamento. O cálculo é simples, basta dividir o valor total do passivo pelos ativos e multiplicar o valor por 100. O resultado será o percentual de endividamento da organização empresária.

 

Desenvolver um plano de ação para emergências

Todas as dicas que apresentamos até aqui são importantes, pois mantêm a empresa organizada e bem estruturada. Imagine, por exemplo, que em uma situação de emergência a sua empresa precise passar por uma reestruturação financeira. Nesse caso, estar preparado com todas as informações organizadas e com dados concretos sobre as finanças pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso do seu negócio.

Por isso, além de organizar suas informações e manter o controle de tudo que acontece dentro da empresa, é válido considerar a possibilidade de desenvolver um plano de ação para emergências. Funciona de forma muito semelhante a outros planejamentos, com a diferença que ele é criado com o propósito de ser colocado em prática caso alguma coisa dê errado.

Uma situação de mercado imprevista que venha a comprometer a continuidade das atividades pode ser prevista nesse plano que, entre outras coisas, vai estabelecer quais ações podem ser tomadas para garantir melhores resultados e impedir a interrupção dos negócios.

É de suma importância que os gestores estejam sempre por dentro do que acontece com o negócio, preparando-se continuamente para lidar com as incertezas do mercado.

 

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